Lá no reino tão distante das suposições Habitava uma ideia nítida e teimosa De que, no campo da realidade, existia um par. No reino tão distante das suposições, O discurso e o argumento subsidiavam as ideias teimosas, As mesmas que as regras orientavam a descartar. Entretanto, tratava-se de um reino autônomo Que jamais obedecia regras, logo, o descarte não acontecera. Lá, no reino tão distante das suposições Os sinais foram lidos e relidos A razão encaminhara as leituras para os bastidores, Na tentativa de não macular o que perfeito estava. Discurso e silêncio, atos, fatos e o tempo. Não estraguemos a razão para saciar os sentidos Porque na realidade não existe o par, apenas a vontade Que habita o reino tão tão distante das suposições.