De tanto correr, eu perdi a visão da estrada e deixei para traz pessoas com quem caminhava. Agora já nem sei como andar. Senti o vento frio da chegada a este lugar nenhum E aqui, no meio do nada, eu sei que correr solitária não tem propósito algum. Eu fujo todos os dias das minhas novas feridas, Mas nessa estrada evasiva só encontro a solidão Perdida e pedindo abrigo, me sinto com um pouco de frio e aperta no coração De tanto correr, eu perdi a visão da estrada e o jeito com a caminhada E agora me vejo no chão Me ergo com medo do tombo E sigo em frente no rumo Do nada, desta escalada, correndo, sem premiação.