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POEME-SE/ TRAJETÓRIA

De tanto correr,
eu perdi a visão da estrada
e deixei para traz pessoas com quem caminhava.

Agora já nem sei como andar.
Senti o vento frio da chegada a este lugar nenhum
E aqui, no meio do nada, eu sei que correr solitária não tem propósito algum.

Eu fujo todos os dias das minhas novas feridas,
Mas nessa estrada evasiva só encontro a solidão
Perdida e pedindo abrigo, me sinto com um pouco de frio e aperta no coração

De tanto correr,
eu perdi a visão da estrada e o jeito com a caminhada
E agora me vejo no chão

Me ergo com medo do tombo
E sigo em frente no rumo
Do nada, desta escalada, correndo, sem premiação.

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