Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de janeiro, 2013

SONETO (a-a) - OPERETA

É este o som que te traduz nesta noite. Estranho, Largado. A melodia que traduz as tuas ideias Incertas. Sem palavras. Em cada nota uma emoção roubada Captada pelo compositor Lançada na sua face Isolada Na paz encontrada estão todos os conflitos Todos os refúgios Todas as mentiras, que estariam lá Mas você não se permitiu.

POR NERUDA

OH AMOR! doce sibilar de palavras AQUI jaz a estória sofrida DE NOITE ela creu nas mentiras FOI doce menina, mas já é dia! ESPLÊNDIDA era a textura do primeiro beijo "NÃO TE QUERO, meu bem, não te quero!" MATILDE ouvira e não pudera crer DIEGO RIVERA era apenas o rascunho do que quisera ter UM SINAL pedira mil vezes aos céus QUANTAS coisas quis que reforçasse sua ilusão "JÁ ÉS mulher! Larga de meninices ouvira." ME FALTA o sonho, reclamara Matilde. "AMOR MEU, porque me deixas a solidão?" - perguntara. É BOM que saibas: tu és tua - respondera Rivera.

Mannuh

Derrubada pelas ondas Mergulhada na baía, No mar Sentindo o perfume da vida Ouvindo a voz da felicidade Muitas, muitas gargalhadas Roupas completamente molhadas Telefone quebrado Quem se importa? - Ela. A vida está ali, no agora - Quem está contigo minha irmã? - São as saudades que matei, depois que te vi Depois que nos encontramos, ela me empurra Eu a carrego nas costas, não somos mais crianças Errado! Nós somos.