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Mostrando postagens de outubro, 2013

ESSES MEUS ECOS DE NÃO AMAR

Perdendo a calma a minha alma vai se gastando Nesse verso, nessa rima, nesses olhos de não amor Perdendo a calma eu vou me levando Por esta busca, por esta rua, meio sem jeito, vou. E com a voz branda, com a pena, com a conjunção eu sigo Passeio pelo caderno, e espero traduzir ali Todas as coisas que não disse a ti Sigo mentiras, meias verdades, na ignorância, sem maldade Ela, que já não me reconhece, quando é vista... Ah, é por já ter tirado o véu, há tanto, tanto tempo Meu bem, quando eu te achar Já não confio, mas vou dançar, errar passos... E tropeçando, caio em teus braços Meio medrosa, eu, ainda assim, estarei lá

MAIS UMA DOSE AMOR

Um anestésico por favor! Para me poupar da perspicácia da minha mente Para eu me convencer da minha idiotice E para eu de fato não ver o que eu finjo que não existe Não serve o álcool A mente lenta ainda é sensível,  Quero desaprender a ler o(a) outro(a) E quero um anestésico para que a mentira protetora vire verdade curadora Um anestésico por favor Para eu não ter que me fazer de boba Para não me defender do que pensam que existe Uma dose de autoamor, maior que o amor ao próximo, por favor! Para eu parar de me preocupar em me desculpar pelo que não fiz Para eu parar de me proteger do que os outros pensam de mim Um anestésico por favor! Não para me proteger da dor Só para eu parar de sentir a dor do outro, Esse outro que escolheu sentir sua dor. -Mais uma dose, amor, mais uma dose, por favor. "Devia ser freira, assim a caridade e a preocupação e não trazer transtornos ao próximo deixaria de ser um peso e passaria a ser obrigação...