Um anestésico por favor!
Para me poupar da perspicácia da minha mente
Para eu me convencer da minha idiotice
E para eu de fato não ver o que eu finjo que não existe
Não serve o álcool
A mente lenta ainda é sensível,
Quero desaprender a ler o(a) outro(a)
E quero um anestésico para que a mentira protetora vire verdade curadora
Um anestésico por favor
Para eu não ter que me fazer de boba
Para não me defender do que pensam que existe
Uma dose de autoamor, maior que o amor ao próximo, por favor!
Para eu parar de me preocupar em me desculpar pelo que não fiz
Para eu parar de me proteger do que os outros pensam de mim
Um anestésico por favor!
Não para me proteger da dor
Só para eu parar de sentir a dor do outro,
Esse outro que escolheu sentir sua dor.
-Mais uma dose, amor, mais uma dose, por favor.
"Devia ser freira, assim a caridade e a preocupação e não trazer transtornos ao próximo deixaria de ser um peso e passaria a ser obrigação"
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