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Mostrando postagens de novembro, 2012

um minuto de oração

Fui planejada Fui projetada Eu fui criada pela tua graça e mediante oração Fui desenhada, delineada e forjada pela luz do teu amor Nada nem ninguém pode afastar o fato de que minha existência é obra tua Sou um milagre, inexplicável para a ciência, para a humanidade Eu nasci, quando era impossível ser concebida assim Coincidências não existem Te dou as mãos, mas elas já são tuas Te dou minha alma, mas ela nunca foi minha Te dou minha vida, que sempre esteve a teu serviço Mas apenas, no minuto em que te dei meus sentimentos entendi o que é paz A paz de Deus, que justificou todos os milagres A paz do Senhor, que me preparou para o que virá Fui exilada, para na volta te provar, aquilo que tu já sabes. Que eu nasci para servir a ti e a todo e toda que precisar de mim. Fui planejada Fui projetada Eu fui criada pela tua graça e oração Fui desenhada, delineada e forjada pela luz do teu amor. Graças te dou.

Hoje tem festa no céu

É dado o início à maior das batalhas da sua vida Aquela que será a mais longa Aquela que já é a mais importante Aquela que será uma constante A batalha pela sua própria alma Bem mais que pelo certo e o errado, Você escolheu lutar por ser quem já é Por crescer, por poder, por mudar Você luta por ser instrumento E por mudar o instinto natural do egoísmo e da surdez Hoje tem festa no céu porque você escolheu ser Arão Na vida de um Moisés Porque você aceitou seu chamado E sabe que não pode abandonar a luta Essa que vais travar de agora em diante Por todos os dias da tua vida Hoje tem festa no céu. Você escolheu a paciência, a bondade, o amor Você escolheu trabalhar, e principalmente Você escolheu não ser tribulação na felicidade de ninguém Inclusive na sua. Hoje tem festa no céu, Hoje tem festa na Terra.

ERA UMA VEZ A POETISA

Pode o poeta escrever incompativelmente com a sua natureza? Digo que sim, mas ainda nessas circunstâncias a sua natureza estará entranhada no poema. Porque o poeta não escreve com o consciente Escreve com o subconsciente Logo, se a consciência invadir o terreno que não lhe pertence A natureza do poeta se entrelaçará naquelas linhas e dará a sua opinião sobre a estória descrita É o enlace e o desenlace da natureza humana entre o amar e o Ser amado O que aprofunda as nuances da poesia Ah! uma bela poesia tem  o poder de renovar, de tonificar, de remediar O que remediado está. Porque o espírito se confunde com a carne E o amar com o desejar e o querer com o poder Nesta con-fusão de termos e sentidos a alma se fortalece, se entristece Engrandece e diminui-se em sinônimos e antônimos do viver para amadurecer.

INVERSÃO

A vida é um circo, Neste circo eu sou a mágica. Exercito modos de prender a atenção da platéia De distrair os olhares mais atentos, De ganhar aplausos depois de um truque bem feito. Mas no íntimo dos bastidores, O personagem se torna pessoa O que somos quando despidos dos nossos rótulos? Uma mágica cansada de fazer mágicas, Um malabares cansado dos malabarismos. Contudo, o circo ainda tem mais uma sessão E quando eu, atriz principal, me vi coadjuvante de um espetáculo maior Compreendi que era eu quem estava no palco E personagem é quem habita os bastidores.

Pretérito mais que perfeito

Olhos que não encontram olhos, Histórias entrelaçadas E no meio de um triângulo de expectativas criadas, A amizade se consolida. Esperar é desejar Desejar é próprio da natureza humana Mas o que seria ignorar as próprias vontades? Quando desejo e moral são contrários, E se permite que a moral se sobreponha ao primeiro, Orgulha-se de uma decência e integridade E lamenta-se que estes princípios tenham te impedido de viver sua vontade O que poderia, o que deveria... Como conviver com a culpa? Por que se culpar? A alma é cheia de nuances Querendo aprender o amor, querendo apreender as vontades Se segurando naquela tensão entre vontade e liberdade. E tudo o que fica é o sorriso frouxo e a lembrança do que poderia ter sido.

Uma carta

Contém respostas sem perguntas Fins sem começos O pagamento de apostas não feitas O fruto da palavra não dita Dos ditos não citados O objeto das lutas não travadas... E na paz vigiada, desta guerra silente, Naquele cantinho quase omisso e, provavelmente, esquecido, que habita O maior medo da natureza humana: A paciência. Porque quem ama sua dor, não quer dela se desfazer. Cria respostas para perguntas não feitas, só para ter certeza De que vai continuar a lutar, como se a vida fosse combate. Será? A carta - a vivência. Particularmente, tirei férias das lutas e fico com a paciência. Porque amar dá bem menos trabalho que brigar Ei! Leitor! Ser gentil com o SER HUMANO, dói menos que uma briga, e nem tira pedaço. Além disso, só é ferido o orgulho cultivado.