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ESSES MEUS ECOS DE NÃO AMAR

Perdendo a calma a minha alma vai se gastando
Nesse verso, nessa rima, nesses olhos de não amor
Perdendo a calma eu vou me levando
Por esta busca, por esta rua, meio sem jeito, vou.

E com a voz branda, com a pena, com a conjunção eu sigo
Passeio pelo caderno, e espero traduzir ali
Todas as coisas que não disse a ti

Sigo mentiras, meias verdades, na ignorância, sem maldade
Ela, que já não me reconhece, quando é vista...
Ah, é por já ter tirado o véu, há tanto, tanto tempo

Meu bem, quando eu te achar
Já não confio, mas vou dançar, errar passos...
E tropeçando, caio em teus braços
Meio medrosa, eu, ainda assim, estarei lá


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