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POR NERUDA

OH AMOR! doce sibilar de palavras
AQUI jaz a estória sofrida
DE NOITE ela creu nas mentiras
FOI doce menina, mas já é dia!

ESPLÊNDIDA era a textura do primeiro beijo
"NÃO TE QUERO, meu bem, não te quero!"
MATILDE ouvira e não pudera crer
DIEGO RIVERA era apenas o rascunho do que quisera ter

UM SINAL pedira mil vezes aos céus
QUANTAS coisas quis que reforçasse sua ilusão
"JÁ ÉS mulher! Larga de meninices ouvira."

ME FALTA o sonho, reclamara Matilde.
"AMOR MEU, porque me deixas a solidão?" - perguntara.
É BOM que saibas: tu és tua - respondera Rivera.

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IMUTÁVEL

A bailarina se recusa a sambar Só quer saber de repetir os passos do ballet clássico Não quer tentar nada novo A bailarina não quer mudar A bailarina se recusa veementemente a valsear Só quer repercutir nos palcos ao som do clássico Não quer tentar de novo Tem medo de cair, de se machucar A bailarina teima em não tirar as sapatilhas Em não mudar de vida Em sempre reclamar A bailarina não muda, A bailarina é muda A bailarina desistiu do ballet e quer se mudar.

Soul time

I had something wrong in my life I had something at the wrong place in my history. I had pain, and this was not right Now, today, exactly in this second i can see My mistakes, my fears, my secret desires And finaly, i may take my soul in its place. Not with other guy, but here, with me, in my history