Eu sempre vivi em conflito com meu peso, não pq eu estivesse em sobrepeso ou obesa, mas pq SEMPRE tinha alguém pra dizer alguma coisa.
A única vez na vida que fui magra, isto é, 4 kg a menos que o peso habitual, reclamaraam que eu estava muito magra. A mesma pessoa que precisava perder peso/barriga e...
Bom, um dia tudo isso mudou.
Na verdade, minha briga com a balança era uma briga alheia e a parte a sensação desagradável de não estar a altura das expectativas alheias para o meu corpo (o q na adolescência é complicado) eu lidava com a situação sem dietas malucas, sem exercícios e simplesmente me conformando que eu era assim e pronto. Eu li Bridget Jones e Jane Eyre, minhas heroínas eram inteligentes, altruistas e não eram bonitas. Então, tudo bem não ser bonita.
O que eu não sabia, ainda, é que eu era linda. Nossa sociedade, nos anos 90/2000 era um pouco cruel com não modelos-de-perfeição, mas eu passei por isso bem consciente de haver outros talentos que compensavam isso.
Cheguei aos 25, passei por eles, agora com o tal do sobrepeso e depois da 1a gravidez, obesidade 01.
Nada de grave, só dores em todas as articulações do corpo, mas me dei um desconto pq pari e comecei a academia pq eu precisava estar saudável para correr atrás de Elisa.
E nos momentos de saudades, cansaço ou frustração, ou mesmo quando os fantasmas da minha vida me assombravam, eu cozinhei e comi e ganhei mais quilos e fui pra academia e me senti mal por comer tanto e me conformei que nem todo mundo pode ser magro, então eu fora escolhida para a categoria de não - magros.
E chegou a segunda gravidez. Tudo mudou! São 10 semanas que eu não consigo comer muito chocolate, ou bolos, ou tortas, que o cheiro de bacon me revira o estomago e que desejo comer coisas como caldo de peixe, brócolis, couve, berinjelas e cenouras a vapor. Uma mudança muito forçada de alimentação que fez eu perder 1 kg, mesmo grávida.
Coisa que certamente antes eu não conseguiria fazer com tanta consistência, pq eu gosto mesmo de macarrão (é rapido, gostoso e na Itália tem os melhores), mas o bebê não.
Então, caros, estou em dieta, forçada, não sei por quanto tempo e, sinceramente, nem sei se vou manter. Eu só cansei de me torturar psicologicamente por uma perfeição que não pode existir pra mim, pq eu não tenho mais juízo pra isso.
Aos 33 anos, sendo mulher, adulta, profissional e mãe, eu só quero saúde pra conseguir correr atrás das minhas crias e a segurança dos amores que conquistei:o próprio e o da minha família, o peso será consequencia de concessões que o tempo dirá se farei. Ainda tenho puerperio (pos parto) pra enfrentar. Espero que meu peso continue a ter o peso que dou a ele: incomoda as vezes, mas não será prioridade enquanto eu me manter saudável.
Agora vou bem ali no yoga pq faz bem pras prenhas!
Bom, um dia tudo isso mudou.
Na verdade, minha briga com a balança era uma briga alheia e a parte a sensação desagradável de não estar a altura das expectativas alheias para o meu corpo (o q na adolescência é complicado) eu lidava com a situação sem dietas malucas, sem exercícios e simplesmente me conformando que eu era assim e pronto. Eu li Bridget Jones e Jane Eyre, minhas heroínas eram inteligentes, altruistas e não eram bonitas. Então, tudo bem não ser bonita.
O que eu não sabia, ainda, é que eu era linda. Nossa sociedade, nos anos 90/2000 era um pouco cruel com não modelos-de-perfeição, mas eu passei por isso bem consciente de haver outros talentos que compensavam isso.
Cheguei aos 25, passei por eles, agora com o tal do sobrepeso e depois da 1a gravidez, obesidade 01.
Nada de grave, só dores em todas as articulações do corpo, mas me dei um desconto pq pari e comecei a academia pq eu precisava estar saudável para correr atrás de Elisa.
E nos momentos de saudades, cansaço ou frustração, ou mesmo quando os fantasmas da minha vida me assombravam, eu cozinhei e comi e ganhei mais quilos e fui pra academia e me senti mal por comer tanto e me conformei que nem todo mundo pode ser magro, então eu fora escolhida para a categoria de não - magros.
E chegou a segunda gravidez. Tudo mudou! São 10 semanas que eu não consigo comer muito chocolate, ou bolos, ou tortas, que o cheiro de bacon me revira o estomago e que desejo comer coisas como caldo de peixe, brócolis, couve, berinjelas e cenouras a vapor. Uma mudança muito forçada de alimentação que fez eu perder 1 kg, mesmo grávida.
Coisa que certamente antes eu não conseguiria fazer com tanta consistência, pq eu gosto mesmo de macarrão (é rapido, gostoso e na Itália tem os melhores), mas o bebê não.
Então, caros, estou em dieta, forçada, não sei por quanto tempo e, sinceramente, nem sei se vou manter. Eu só cansei de me torturar psicologicamente por uma perfeição que não pode existir pra mim, pq eu não tenho mais juízo pra isso.
Aos 33 anos, sendo mulher, adulta, profissional e mãe, eu só quero saúde pra conseguir correr atrás das minhas crias e a segurança dos amores que conquistei:o próprio e o da minha família, o peso será consequencia de concessões que o tempo dirá se farei. Ainda tenho puerperio (pos parto) pra enfrentar. Espero que meu peso continue a ter o peso que dou a ele: incomoda as vezes, mas não será prioridade enquanto eu me manter saudável.
Agora vou bem ali no yoga pq faz bem pras prenhas!
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