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TRANS(I)TAR

Sol, quente, invernal
Luz branca, calor suave sob o casaco
Não devo mantê-lo aberto porque o vento pode surgir
Não quero mantê-lo fechado porque começo a transpirar
Quem sabe se eu abrir alguns botões...

Se os botões se abrissem por si,
dando um grito de liberdade contra esse inverno maldoso que não me deixou florescer
Dando um brado urgente contra esse frio e calor que não decidem entre si quem vai e quem fica

É quase sábado
É quase maio, e o tempo está louco
Talvez minha percepção esteja afetada, a primavera não chega
O inverno é teimoso, não quer ir, não quer me deixar

Sol, quente e invernal
Luz branca, frio sem o casaco
Decidi tolhê-lo de sobre mim, para saber mais sobre mim

A névoa se esvai como som (súbito), ele quer partir
Pode  ir, meu caro sol, e tenta chegar mais cedo amanhã
Talvez eu esqueça o casaco... talvez eu esqueça, talvez o botão se abra.

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