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BLOQUEIOS

Na ausência do tinteiro e da pena, me sirvo da eletricidade e de um computador
Na ausência de um grande amor, me sirvo dos pequenos
Na ausência de um romance, me sirvo de um livro
Na presença das ideias, da dor, das coisas não feitas, me sirvo das feitas

Fugir de si é a fuga mais imprópria
Mas é preciso ser tolerante consigo
Cansada de correr, me propus parar para ver ao redor
Mas quando eu me alcanço...hesito
E tal como a criança com medo do escuro, tenho medo da luz
São medos tais, que seriam irracionais se não fossem tão metodicamente revistos
Medo de escrever em prosa, o verso que não lhe cabe
E escrever em verso a prosa que não lhe serve
Impermeável é esta mulher.
Selada por fora para ninguém entrar, selada por dentro para nada sair

E o que transparece é apenas uma adequação da moral que deve ter

Mas quem sou, quem sou...
Mais doce que o açúcar, mais leve que a pena, mais dura que os sonhos
Sou a poesia presa na ideia do poeta, aquela palavra que fica na ponta da língua mas não sai

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IMUTÁVEL

A bailarina se recusa a sambar Só quer saber de repetir os passos do ballet clássico Não quer tentar nada novo A bailarina não quer mudar A bailarina se recusa veementemente a valsear Só quer repercutir nos palcos ao som do clássico Não quer tentar de novo Tem medo de cair, de se machucar A bailarina teima em não tirar as sapatilhas Em não mudar de vida Em sempre reclamar A bailarina não muda, A bailarina é muda A bailarina desistiu do ballet e quer se mudar.

Soul time

I had something wrong in my life I had something at the wrong place in my history. I had pain, and this was not right Now, today, exactly in this second i can see My mistakes, my fears, my secret desires And finaly, i may take my soul in its place. Not with other guy, but here, with me, in my history