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De todas as coisas

Tenho sentimento de cada célula de tensão e stress do outro.
Não precisa ser meu, basta que eu me importe.
Posso ler a tensão nos olhos, no suspiro, no silêncio, leio até o cansaço.
Interpreto cada sorriso forçado, cada olhar descuidado e cada cuidado.
- E, quase como um bloqueio, não vejo o que me cabe.

Eu posso ler a afeição, o cuidado e o carinho, posso ler amizades e admirações nascentes.
Posso ler subserviência, posso ler admiração, posso ler apreço...
Tudo isso entre outros e não quando sou parte.
Como parte, até posso identificar quando sou objeto de estudo.
E, como parte, sou incapaz de ver a leitura que está sendo feita sobre mim.

Não sei o que causo ou o que transmito.
Não sou transparente, também não sou turva.
Só meio desatenta e tão sensível quanto todas as leituras que me são permitidas
Me distraio, dificilmente vejo o que eu deveria ver
Ou porque não ia querer, ou porque não mereceria saber

Não posso me descrever, não posso me ler
Porque daqui de dentro a visão é outra
De todas as coisas que eu poderia dizer, eu me calo
E vou esperando até alguém me contar o que eu deveria entender.

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